terça-feira, 22 de dezembro de 2015

OS MELHORES LIVROS DE 2015

Eita ano mais esquisito esse. Me senti meio voyeur da minha própria vida quase que o tempo todo; tenho  impressão de ter sido daqueles espectadores que dorme na metade do filme e acorda meio que sem saber o que aconteceu. Parece que não foi comigo, que não é a minha vida. É difícil tentar explicar 2015 pros outros, é difícil explicar 2015 pra mim. Tudo isso pra explicar que, cara, fui uma péssima moça dos livros nos últimos 12 meses.

As leituras começaram de fato lá por Agosto e, salvo as exceções que entram no TOP 5, eu praticamente não consegui me empolgar com livro algum. Li muita coisa legal, mas elas não passaram disso, coisas legais, nada muito "MEU DEUS DO CÉU, QUE COISA INCRÍVEL". E, no fim, eu sei que o problema não esta nos livros, o problema sou eu. Ta, parece clichezão de final de relacionamento, mas a mais pura realidade. 

Tudo dito, vamos então aos cinco livros excepcionais lidos nesse ano nada excepcional:

 5. Meus documentos - Alejandro Zambra

Eu amo o Zambra! Amo desde que resolvi ler Bonsai por ser o livro mais curto que eu tinha no Kobo, amo ainda mais desde Formas de voltar para casa e achava que esse amor todo não podia ser maior até ler Meus Documentos. Quando você passa por uma das maiores turbulências da tua vida (e eu to sendo bem literal, li boa parte do livro num avião) e não consegue largar o livro pra entrar em desespero como o resto da galera, é sinal de que o bichinho é bom mesmo.

É estranho ver tanto de você em histórias que pouco ou nada tem a ver com a tua vida, mas, de alguma forma, eu encontrei um pouco de mim, das minhas vivencias em cada um daqueles contos. E que contos!!

4. Eu receberia as piores noticias dos seus lindos lábios - Marçal Aquino

Não sei bem por qual motivo, mas fiquei doida pra ler esse livro, doida a ponto de não encontrar na livraria, não encontrar o Kobo e baixar o epub no celular mesmo. Menos de 24 horas depois eu estava na cama, terminando o livro e quase tendo um treco de tanto chorar.

É uma história de amor dessas reais, super sensuais e tão tão tão bonitas que partem o nosso coração. 

3. O filho de mil homens - Valter Hugo Mãe

O último post do meu "blog" é sobre ele, sobre tudo o que eu senti quando não tinha lido nem metade dele e  só eu se o tanto que me arrependo por não ter escrito sobre o resto dele. Hoje eu sinto que eu perdi, que eu esqueci muito do que senti com ele e me da uma vontade gigantesca de largar tudo e ler de novo.

O Filho de mil homens fala sobre família, sobre amor, sobre solidão e, senhor, como ele fala sobre sofrimento. Tudo isso de uma forma tão delicada, tão bonita. Meu deus do céu, que coisa incrível.

2. A arte de pedir - Amanda Palmer

É com muita vergonha que eu digo que antes de A arte de pedir eu só conhecia a Amada "esposa do Neil Gaiman" e "moça das músicas esquisitas". Mas essa mulher é tanta coisa. Essa mulher é tudo!

Apesar de não ser a intenção, é difícil, depois de ler essa autobiografia, não querer ser um pouco Amanda. Amanda é maravilhosa, o livro é maravilhoso, as fotos são maravilhosas, as músicas são maravilhosas, tudo é tão maravilhoso que eu até comecei a enxergar muita coisa (artistas de rua principalmente) de uma forma mais maravilhada e comecei a me achar um tico mais maravilhosa.

1. Os miseráveis - Victor Hugo

Treze meses separam o dia em que eu abri esse livro pela primeira vez do dia em que eu o fechei pela última vez. Parece muito tempo. É muito tempo. Mas foi um tempo tão bem aproveitado que eu procuro nem pensar muito sobre isso.

Os miseráveis me deu tanto tapa na cara, me ensinou tanto sobre empatia, que eu quase chego a esquecer que Cosette e Marius são um dos casais mais chatos que eu já vi/li. Aliás, essa é a minha única reclamação. O resto é puro ensinamento, pura perfeição. 

Em um dos meus devaneios da madrugada no twitter eu comentei que queria dar ele de presente pra pessoas que eu adoro, mas que pecam (e as vezes muito) nisso de olhar para o outro, mas que, de todas elas, somente uma realmente leria o livro. Talvez por ele ser gigante, talvez por ele ser clássico. Eu sei, essas coisas afastam mesmo a gente, elas me afastaram no comecinho da história e quase me fizeram desistir. Mas hoje eu trato ele como algo tão essencial que demore o tempo que for, por tudo que é mais sagrado, leia Os miseráveis.

*** Lembrando que a Fran, do Livro & café vai comecar em Janeiro a leitura coletiva dele (aka uma oportunidade incrível pra que precisa de um empurrãozinho) ***

Além dessas cinco maravilhas em queria fazer uma menção honrosa para Americanah e A mão esquerda da escuridão que são livros muito bons, mas que (acho) eu só não gostei mais por causa dessa mania horrível de criar umas expectativas quase que inatingíveis; ao livro da Capitolina que amei e quero dar de presente pra todas azamiga; a Olympe de Gouges que é um quadrinho biografia de uma francesa fantástica (e que me ajudou numa questão da primeira fase da UFPR hehe) e ao Sandman que eu comecei e praticamente acabei este ano (falta ler Entes queridos e Despertar, mas, se bobear, eu termino eles até o dia 31) e é em sua totalidade um dos quadrinhos mais fantásticos que eu já li.

Cabô textão literário!! Nos vemos em 2016 ;)

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

DIVAGAÇÕES: O FILHO DE MIL HOMENS

Hoje eu comecei a ler O filho de mil homens do Valter Hugo Mãe e tenho pensado tanto sobre ele que a coisa que eu mais desejava era chegar em casa e escrever. Pode ser que isso tudo fique sem sentido, que vire um emaranhado de pensamentos sem começo, meio e fim, mas o misto de sentimentos e sensações que eu vivi ao longo dessas 70 páginas foram tão profundos e a minha vontade de voltar a escrever sobre livros era tão grande que eu achei melhor escrever agora, mesmo tendo mais da metade do livro pra ler, do que deixar pra depois e isso tudo passar.

"À noite, as vezes deitada em silencio, a Isaura penava sempre que o caminho para a liberdade estava no casamento e no meio das pernas. Pensava que, quando pudesse abrir as pernas, o seu rapaz a amaria por muito tempo e a faria feliz. Pensava que por dentro das pernas um anzol se prenderia ao pênis do rapaz. Um anzol imaginário que justificaria a fidelidade e a companhia para a vida inteira. Ser feliz era igual ter a companhia dele e o sexo. Sobre o sexo ela não sabia mas imaginava muito. O rapaz dizia-lhe: se não me deres a ferida, não vou querer casar contigo. A Isaura morria de medo. Doia-lhe a ferida de tanto esperar. Pensava que tinha um nome bonito e que tinha nascido com sorte. Só precisava de ser merecedora e esperta. Ele também lhe dava a entender isso. Pedia-lhe que não fosse burra ou parva. Para ser melhor, tinha de aceitar"

Ler esse trechinho na imensidão de sofrimento que é o começo do livro me fez pensar no tanto de mulher que ainda vê o casamento como uma forma de escape, que ainda pensa em sexo como forma de segurar homem e que ainda vive sem saber o quão incrível é sentir prazer. E me da uma raiva sem tamanho pensar em como as pessoas se acham no direito de criticar, apontar o dedo e inventar coisas de gente que só quer se sentir completa. E olha que a minha visão do completo nem envolve outra pessoa, ela não tem nada a ver com essa procura sem nexo pela "metade da laranja", o ser completo, pra mim, tem mais a ver com autodescoberta, com saber o que te faz bem, o que te faz feliz e com buscar isso o tempo todo (desde que de forma saudável e sem prejudicar outra pessoa) e, se no fim, a pessoa descobrir que gosta mesmo é de sexo, o que é que tem? Que ela seja feliz, que ela se descubra, que ela viva tão em paz consigo que não perca tempo pensando e botando o dedo na vida do outro. 

Um outro capitulo do livro, que trata da vida de uma anã, foi igualmente perturbador pra mim. Me da uma angustia saber que coisas como as que ele narra não são ficção, que são a realidade de muita gente. Que existem mulheres agora se deitando com os maridos por quem não sentem um pingo de tesão e que se sujeitam a isso, aos abusos, as traições e a falta de amor por medo de acabar sozinhas, por pressão da sociedade, da família, por falta de opção... Eu fico nervosa sempre que penso em quanta gente já sofreu por invenções, por mentiras e por julgamentos de gente que não sabe de metade daquilo tudo que elas já passaram.

Ler livros como esse me fazem tão mal, tão infeliz e ao mesmo tempo tão bem, tão melhor, tão mais empática que eu até deixo de me preocupar com o fato de que ler no ônibus me tira a privacidade; eu rio, eu choro, eu faço barulhos esquisitos, eu fico triste quando percebo que chegou a hora de descer e, por vezes, quase perco o ponto. Eles me fazem entender que a vida é uma droga, que ela vai ser sempre assim, mas que livros como esse podem fazer toda a diferença. Eles me fazem perceber que, talvez, a unica coisa que eu queira de verdade fazer pro resto da minha vida é ler livros como esse. 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

DESAFIO LITERÁRIO 24 HORAS: A EXECUÇÃO

Divertido essa coisa de maratona 24 horas, mas, senhor, é tão cansativo! Por vários momentos durante o dia de ontem eu jurava que não ia dar, que eu ia desistir como da última vez e que ia acordar hoje me odiando por não ser forte o bastante. Mas deu!

Acho que o essencial pra que uma maratona dessas funcione é não se propor metas muito absurdas, é ter a consciência de que ninguém vai conseguir ficar 24 horas inteiras apenas lendo e saber que, quando você achar que não da mais, uns 30 minutos de cochilo resolvem o problema. Confesso que comecei ela jurando que eu ia ler muito mais do que o mostrado no último post, mas no fim acabou que eu li exatamente aquilo, nem um capítulo a mais. O que é bom. Muito bom mesmo, já que, apesar de involuntariamente, eu descobri que sei dos meus limites e que, com um tico de esforço, eu consigo deixar a preguiça, a internet e o Netflix (um pouco) de lado. 

Até gravei uns vídeos durante o dia, porém esse negócio de edição é complicado demais pra mim... 

Minha vontade agora é de emendar mais uma maratona (queria ter pensado em participar da 4.0 antes, mas esqueci completamente), mas , talvez, uma nova 24 horas só mesmo no ano que vem.

P.S.: Pra vocês que dizem que o Festim dos Corvos é o mais chato das Cronicas de gelo e fogo e blablabla, eu só digo uma coisa: "you know nothing"!

Até logo :)

sexta-feira, 10 de julho de 2015

DESAFIO LITERÁRIO 24 HORAS: AS METAS

Quando a vontade de ler e de escrever sobre o que se lê retoma mágica e inesperadamente, o que você faz? Exatamente! Brinca de maratona literária!

Acompanhei a jornada da Tati no começo do ano e desde então morro de vontade de fazer uma. Até cheguei a tentar uma vez, mas falhei miseravelmente em sua primeira hora, porém, algo me diz que minha segunda tentativa vai ser linda, sonolenta e produtiva.

A maratona vai acontecer da noite de sábado (não sei se vou começar exatamente meia noite ou se um pouco antes) até a noite de domingo. Ainda não decidi se vou registra-la em videos (o tempo passou, mas eu ainda não aprendi a editar hehe) ou se por uma espécie de diário por aqui mesmo. Vai depender muito da minha vontade na hora.

 Vamos para os escolhidos:


O FESTIM DOS CORVOS

Depois de três anos, decidi finalmente dar continuidade a minha leitura de  As Crônicas de Gelo e Fogo, comecei há uma semana e alguns dias, mas só peguei pra ler mesmo de terça pra cá. Como eu ainda tenho uma pequena viagem de ônibus até o trabalho hoje e amanhã, acredito estarei lá pela página 400 no começo da maratona e pretendo termina-lo nela, então serão cerca de 186 páginas de meta do primeiro livro.

SANDMAN

Sandman entrou na minha vida no inicio do ano e tenho lido cerca de dois volumes por mês, porém, como ainda nem abri Fábulas & Reflexões e já estamos no meio do mês, achei que a maratona era uma ótima desculpa pra me "forçar" a ler ele todo de uma vez. Serão 258 páginas de meta do segundo livro.

CONTOS COMPLETOS, VIRGINIA WOOLF

Quero ler esse bendito desde que comprei (e faz tanto tempo que nem lembro quando isso aconteceu), mas a meta pra ele é bem modesta, um continho só, o que acrescenta miseras 10 páginas do terceiro livro.

MADAME BOVARY

Quando a tua blogueira favorita resolve criar um clube do livro você, obviamente, participa. Este é basicamente o motivo de Madame Bovary entrar pra meta, além, é claro, de ele já estar há bastante tempo paradinho na estante. Como tenho até o final do mês para termina-lo, a meta pra ele é bem curtinha também, serão cerca de 10 páginas do primeiro capítulo (a introdução dele é gigantesca, mas como ela é uma analise do livro e eu quero continuar pouco sabendo sobre ele até o começo da leitura, deixo essa parte para o final).

A principio, então, a meta da maratona é de aproximadamente 464 páginas, que podem variar bastante até a noite do dia 12.

Até logo :)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

TAG: ENCONTRE O LIVRO

Hoje é dia de ostentar, ou apenas de procurar na minha estante livros com 19 características especificas.


Até logo!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

12 LIVROS PARA 2015

Acho essa coisa de metas longas de leitura um negócio complicado por dois motivos. O primeiro se deve ao fato de eu mal conseguir cumprir aquelas curtinhas de ler tais livros num mês, numa semana e afins; o outro motivo é o grande responsável pelo primeiro motivo nunca ter dado certo e, obviamente, por eu achar complicado essa coisa de metas longas; eu acredito muito que existem momentos apropriados para determinados livros e, principalmente, acredito que livros incríveis podem perder seu valor quando nos forçamos a encara-los (vide O Amante), seja naquelas leituras obrigatórias do ensino médio, nas tais metas e etc. Mas eu confesso que apesar disso acho legal começar o ano desejando loucamente ler alguns daqueles volumes intocados na prateleira. E, por isso, decidi entrar também para o time das metas longas, com a condição de não forçar leituras e de não me sentir muito #xateada se alguns desses doze livros tiverem que esperar mais um pouco (olá 12 livros para 2016) para ter a sua vez no paraíso (ou só andando por todo lado na minha bolsa).

A escolha deles seguiu o elaboradíssimo critério de: nada específico. Foi basicamente aquela coisa de olhar e de sintonia misturado com aquela sensação gostosa de "vou ficar feliz de te colocar na lista dos lidos, gracinha". Deixando isso bem claro, vamos aos sortudos do ano (sem nenhuma ordem específica):



P.S.: Mary Poppins já teve seu momento e logo logo volto aqui pra contar o que eu achei dele. Também já comecei a ler A mão esquerda, mas surgiu aquela velha (ou nova, já que comecei minha jornada na ficção científica no ano passado) dificuldade de demorar mais de 100 páginas para me sentir confortável com o mundo apresentado, então pretendo começar ele de novo (acho que vale a pena!).

Até logo!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

TAG: LIVROS DA TAYLOR

Apesar de não ser lá muito fã da cantora (mas sigo a moça no instagram e estou amando seu novo lado feminista) e de só conhecer pouquíssimas musicas dela, resolvi responder a TAG simplesmente por acha-la divertida.


Até a próxima!