quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

OS TRÊS PRIMEIROS DE 2015

Eita ano que começou esquisito. No primeiro dia parecia que tudo ia dar errado e, depois de quase duas semanas de sossego, tranquilidade e um sentimento de "acho que 2015 não vai ser tão ruim assim", aquela velha sensação de coisas desmoronando e quase nenhuma certeza sobre o futuro voltou com toda força. Mas dias e períodos ruins tem dessas de fazer com que a gente perceba que não dá pra se acomodar por muito tempo. Então nada melhor do que parar de reclamar e aproveitar que a vontade de fazer alguma coisa (qualquer coisa!!) voltou com força e escrever sobre os livros e quadrinho(s) que eu li neste começo de ano.

O primeiro livro do ano foi aquela fofurinha maravilhosa chamada O paraíso são os outros. O livreto, que foi escrito pelo português Valter Hugo Mãe e conta com obras do brasileiro Nino Cais, é uma espécie de sequencia de um outro livro do escritor, A desumanização, e mostra as diversas facetas do amor , dos casais e da vida observadas e descritas por uma criança, com uma delicadeza tão grande, tão sincera que parece pecado ele ser assim, tão pequeno.

"Acho que invento a felicidade para compor todas as coisas e não haver preocupações desnecessárias. E inventar algo bom é melhor do que aceitarmos como definitiva uma realidade má qualquer. A felicidade também é estarmos preocupados só com aquilo que é importante. O importante é desenvolvermos coisas boas, das de pensar, sentir ou fazer"
A segunda leitura do ano foi a do quadrinho Olympe de Gouges. Conheci a HQ por uma resenha da Gabi e desde então estava louca para por as mãos nessa belezura, mas, como vivemos num período de vacas magras, muito magras, a vontade só se tornou realidade na segunda passada e, no mesmo dia, me deliciei com a vida da francesa. A HQ não retrata a figura da Olympe de forma fantasiosa e santificada, pelo contrário, mostra uma mulher forte, cheia de defeitos, mas também justa e enérgica. O realismo retratado se completa com as últimas páginas do livro, que trazem uma cronologia da vida e dos feitos escritora, bem como menções das conquistas das mulheres e negros após a sua morte, além de uma pequena biografia de cada um dos personagens que aparecem ao longo da história.

A última leitura teve início em 2014, mas só encontrou seu fim nesta madrugada. Digo isso de forma dramática para retratar o quão difícil foi essa nossa jornada. O livro em questão é As aventuras de Sherlock Homes, um compilado de contos do detetive lançado pela Zahar. Não sei se, por ter lido diversos livros da Agatha Christie durante a adolescência, minha cota de diversão com detetives já se esgotou ou se gostei tanto do Sherlock moderninho (e charmoso) da série da BBC que não consegui me encantar pelo original, só sei que, apesar de alguns contos legais, foi chato, foi difícil (mas acabou!!). O interessante é que, como achei a maioria dos contos bem medianos, a parte mais incrível e envolvente do livros foram as notas de rodapé.

Além destes três li mais duas HQs do Homem-Aranha, mas como meu conhecimento sobre hqs de heróis e sobre o próprio Aranha é bem limitado, acho que não vale a pena comentar sobre os quadrinho aqui.

Até logo!

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